quinta-feira, 25 de agosto de 2011

NO INFERNO DA MESQUINHARIA

Os Sub Seres Maçônicos

(Artur da Távola)

Os subseres maçônicos são personagens riquíssimos para literatura e dramaturgia, porque através deles pode-se estudar a vida na sua irrealização. “O erro é uma verdade enlouquecida”, já disse alguém.

O subser maçônico vive de inverdades que o enlouqueceram de tanto serem tentadas sem oportunidade de realização. Insistem tanto na mentira que acabam eles próprios acreditando nelas.

Os subseres maçônicos não são menos inteligentes, ativos ou observadores.  Nada os impede que sejam Veneráveis Mestres, Vigilantes, Oradores, Grande Secretários, Grandes Dignidades, Mestres Maçons e outros mais. O que eles são é sub!

Tudo o que fizerem trará a marca da amargura, do ressentimento, da frustração de onde provêm e na qual acabam por chafurdar. Existem na dramaturgia como existem na vida.

Os subseres maçônicos não se revelam através de uma percepção imediata, pois não possuem a grandeza trágica dos miseráveis ou dos humilhados e ofendidos, estes sim, objetos da preocupação pictórica, dramatúrgica ou literária.

Eles se auto denunciam pela mesquinharia do dia a dia; pelo comezinho; pelo pequeno egoísmo mal resolvido, pela mofa, pela zombaria, pela acidez na crítica, pelo defender-se sempre, imputando aos outros aquilo que lhes é de responsabilidade, pela incapacidade do gesto audaz ou generoso, pelo reduzir os outros e a vida, sempre, à sua (deles) dimensão, incapazes de um vôo, um suspiro, uma admiração desinteressada ou entrega generosa.

Eles não ousam vencer: vivem de impedir a derrota. Sua atenção às mesquinharias, sua indormida desconfiança, fazem deles uma espécie de pertinazes redutores de tudo ao contexto mofado do inferno astral onde não “vivem”: duram. Comprazem-se com a dor de quem fingem ajudar, até quando, de fato, ajudam.

Em geral são maçons de baixa pulsão erótica, amargas, frustradas, sempre realizando na fantasia, na fofoca ou na pequena maldade disfarçada, o que lhes faltou de vigor interno, decisão d’alma, disposição física ou denodo.

Como são, porém, pertinazes em seu pequeno mundo, por ali ficam beliscando, mordendo, remoendo, debicando, teimando, afastando seus irmãos da informação, dos procedimentos corretos, enganando-os, iludindo-os, mentindo, fazendo-se de inocentes, de coitadinhos, esperando as brechas, espreitando as dores e momentâneas quedas alheias, ocasião em que, organizados aparecem e “brilham” sobre a carniça ou o cansaço dos fortes maçons.

Os sub seres maçônicos só não se atentam para um fato, eles por mais que tentem não abalam as colunas fortes da Mãe Maçonaria, acham que o fazem, mas ela, sempre soberana, sempre alerta, no momento certo e com precisão cirúrgica, os elimina do meio maçônico onde se acham invulneráveis.

Os sub seres maçônicos não percebem e jamais perceberão que a maneira que agem e as atitudes que tomam, por se acharem acima de tudo e de todos jamais passará despercebida de nossos irmãos visíveis e invisíveis, estes últimos, estão sempre alerta  impedindo-os de suas maléficas realizações.

Por serem o que são dificilmente descobrirão que o Inferno Mesquinho em que vivem,  é o resultado de tudo o que fazem.

A questão não é terrena. É de hierarquia espiritual.

Adaptação para a Maçonaria:
Weber Varrasquim
2003

Um comentário:

  1. Adauto Severino da Silva25 de agosto de 2011 19:19

    Pod.'. Ir.'.
    Suas escritas são verdadeiros deleites para o aprendizado de qualquer ser humano.

    TFA
    Adauto.'.

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