domingo, 21 de junho de 2026

 

COMO VOCÊ É RECONHECIDO?


Veneráveis Mestres, digníssimos Vigilantes e valorosos Irmãos:

 Há perguntas que nos atravessam não apenas os ouvidos, mas a alma.

E uma delas, aparentemente simples, carrega o peso de uma espada simbólica e o brilho de uma lâmpada interior:

_ "Como você é reconhecido?"

Nos rituais, somos todos reconhecidos.

Nas formalidades, tratados como irmãos.

Nos títulos, identificados por graus e cargos.

 

Mas no íntimo das consciências, a resposta verdadeira só ecoa quando o silêncio da conduta fala mais alto que o som das palavras. O verdadeiro reconhecimento não se mede pela frequência, nem se mede pelas vestes, nem se garante pelos votos, nem pela Loja que pertences nem pela Potência que es membro.

 

Ele se conquista, dia após dia, com atitudes coerentes e palavras que espelham o coração. Ser reconhecido é ser lembrado com respeito, citado com verdade, e invocado com confiança quando a Loja precisa.

 

Há obreiros que carregam o nome de “irmãos”, mas agem como "primos", pois se afastaram da essência e se perderam nos reflexos dourados da vaidade.

Confundem liberdade com irreverência.

Confundem sabedoria com arrogância.

Confundem Maçonaria com palco de vaidades.

 

Mas tu, obreiro sincero, se inquietas porque ainda tens viva em ti a voz da consciência. E é ela que, mesmo em dúvida, te diferencia daqueles que não mais questionam sua própria sombra.

 

Não te preocupes se te reconhecerão por palavras.  Preocupa-te em ser exemplo quando ninguém estiver vendo. Pois a Luz verdadeira não precisa de microfone — ela se espalha no silêncio da retidão.

 

Um dia, Irmãos falarão de ti, talvez em tua ausência. Talvez quando fores apenas lembrança, talvez quando fores um marco.

 

E a pergunta será feita, ainda que velada:

"Esse foi um construtor ou apenas um frequentador?"

 

Que a resposta venha leve, como um suspiro de saudade:

"Esse, sim, honrou seu avental."

Andros M.·. M.·.

Portugal

                                               28/05/2026                                                                         

 

A Morte não é nada

(Santo Agostinho)



A morte não é nada. Eu somente passei para o outro lado do Caminho.

Eu sou eu, vocês são vocês. O que eu era para vocês, eu continuarei sendo.

Me deem o nome que vocês sempre me deram, falem comigo como vocês sempre fizeram.

Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, eu estou vivendo no

 mundo do Criador.

Não utilizem um tom solene ou triste, continuem a rir daquilo que nos fazia 

rir juntos. Rezem, sorriam, pensem em mim. Rezem por mim.

Que meu nome seja pronunciado como sempre foi, sem ênfase de nenhum

 tipo. Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.


A vida significa tudo o que ela sempre significou, 
o fio não foi cortado.

Porque eu estaria fora de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vistas?

Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do Caminho…

Você que aí ficou, siga em frente, a vida continua, linda e bela como sempre foi.

     W.·.A.·.V.·.

      2026

segunda-feira, 15 de junho de 2026

 


 RELIGIÃO x INICIAÇÃO 

Há alguns dias, em uma conversa fraterna com um irmão, expus um pensamento que por muito tempo habitou meu entendimento.

 Disse a ele que, diante da grandeza das religiões, às vezes eu enxergava a Ordem como algo não tão essencial assim. Afinal, as religiões já oferecem ao homem dogmas, ensinamentos morais, disciplina espiritual e, sobretudo, um caminho para aproximação com Deus.

 Em minha mente, isso parecia suficiente. Se uma religião já conduz o homem ao temor, à devoção, à oração e ao amor ao Criador, qual seria então o verdadeiro papel da Ordem?

 Confesso que, até aquele momento, eu observava a Ordem mais como uma escola filosófica complementar do que como um instrumento profundo de transformação espiritual e moral.

 Mas aquele irmão, com serenidade e sabedoria, poliu algumas arestas do meu pensamento. Ele me respondeu algo que permaneceu ecoando dentro de mim.

 Disse que as religiões, de modo geral, sempre apresentam Deus em uma posição elevada e absolutamente justa de superioridade: Pai. Senhor. Criador. Altíssimo. E de fato Ele é.

 Entretanto, segundo ele, muitas vezes o homem passa a enxergar Deus apenas como algo distante, inalcançável, separado por uma barreira hierárquica impossível de atravessar.

 Foi então que ele me disse:

“Mas se fomos criados à imagem e semelhança de Deus, não deveríamos apenas adorá-Lo… deveríamos também buscar refletir Seus atributos.”

         Naquele instante, compreendi que ele não diminuía a religião. Muito pelo contrário. Ele apenas apontava para algo que talvez eu ainda não tivesse observado com profundidade: a diferença entre venerar a Luz… e tornar-se digno de carregá-la.

 Ele continuou dizendo que a Ordem não pretende substituir religião alguma, nem disputar espaço com qualquer fé. Sua missão seria outra.

 Por meio de símbolos, alegorias, rituais e reflexões, ela tenta moldar o caráter do homem. Lapidar a pedra bruta. Conduzir o iniciado a um estado moral mais elevado. Fazer com que o homem domine seus vícios, controle suas paixões, aperfeiçoe sua conduta e aprenda a agir com justiça, equilíbrio, prudência e fraternidade.

 E então tudo começou a fazer sentido.

*-A religião ensina o homem a ajoelhar-se diante de Deus.

 *-A iniciação ensina o homem a levantar-se diante do espelho.

 *-Porque é fácil chamar Deus de Pai… difícil é agir como verdadeiro filho.

 *-É fácil reconhecer Deus como perfeito… difícil é combater diariamente nossas próprias imperfeições.

 *-É fácil admirar a Luz… difícil é vencer as próprias trevas.


         Talvez seja exatamente aí que a Ordem encontre sua profundidade.

*-Ela não cria deuses.

*-Não promete salvação.

*-Não substitui templos religiosos.

         Ela apenas lembra ao homem que existe um templo esquecido dentro dele mesmo. E esse templo não é construído com pedras, ouro ou mármore:

-É construído em silêncio.

-Na disciplina.

-Na renúncia.

-Na honestidade.

-Na luta contra o ego.

-Na capacidade de amar o próximo.

-Na coragem de corrigir a si mesmo antes de corrigir o mundo.

 

Foi então que compreendi algo que talvez muitos irmãos já tenham entendido há muito tempo:

 -A religião aproxima o homem de Deus pela devoção.

-Mas a iniciação tenta aproximar o homem da natureza divina pelo aperfeiçoamento de seu caráter.

     E talvez seja por isso que as palavras antigas repetiam tanto: “Conhece-te a ti mesmo.”

 Porque aquele que mergulha profundamente em si mesmo acaba inevitavelmente encontrando os reflexos do Grande Arquiteto.

 No fim, percebi que a verdadeira obra não acontece apenas dentro de paredes de pedra. Ela acontece dentro do homem.

-A cada vício vencido.

-A cada palavra controlada.

-A cada julgamento evitado.

-A cada impulso dominado.

-A cada gesto silencioso de fraternidade.

  

A pedra bruta não é o mundo. Somos nós.

 E talvez a maior tragédia não seja um homem distante de Deus.

 Mas um homem que jamais descobriu

o quanto poderia refletir a Luz d’Ele.


 Pela Transcrição

Weber Varrasquim

2026


quinta-feira, 26 de março de 2026

 

DEUS E O MAL

 

Uma das definições de Maçonaria que ouvi é que a Maçonaria é um sistema de moralidade, velado por alegorias e desvendado por símbolos.

 

Não é apenas isso, mas também é isso.

 

O texto que vou seguidamente publicar é uma adaptação minha baseada numa daquelas apresentações de diapositivos que circulam pela Rede, envoltas em música suave e com fundos de paisagens aprazíveis.

 

Mas esta, em particular, é mais do que isso, é uma forma de mostrar que Razão e Fé não são incompatíveis.

 

São alegorias como esta que os maçons utilizam para refletir.

 

A Alegoria vela a moralidade, que é desvendada pelos símbolos. Isto também é Maçonaria.

 

Deus e o Mal

 

Um professor universitário desafiou os seus alunos com esta pergunta:

 

– Deus criou tudo o que existe?

 

Um aluno respondeu, afoitamente:

 

– Sim, Ele tudo criou.

 

– Tem a certeza que Deus criou tudo? – insistiu o professor.

 

– Sim senhor! – respondeu o jovem.

 

O professor, então, concluiu:

 

– Se Deus criou tudo, então Deus criou também o Mal, pois o Mal existe.

E, assumindo que nós nos revelamos em nossas obras, então Deus é mau…

 

O jovem ficou calado em face de tal resposta e o professor gozava mais um triunfo da sua Lógica, que demonstrava mais uma vez que a Fé era um mito.

 

Então, outro estudante levantou a mão e perguntou:

 

– Posso fazer uma pergunta, professor?

 

– Claro que sim! – respondeu este.

 

Então o segundo jovem perguntou:

 

– Professor, existe o frio?

 

– Que pergunta é essa?

Claro que sim!

Ou, por acaso, nunca sentiu frio?

 

O jovem respondeu: – Na realidade, professor, o frio não existe!

Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor.

Todo o corpo ou objeto é susceptível de estudo, quando possui ou transmite energia.

O calor é que faz com que este corpo tenha ou transmita energia.

O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe realmente.

Nós criámos essa definição para descrever o que sentimos quando nos falta o calor.

 

E o jovem prosseguiu: – Mas permita-me ainda uma outra pergunta.

 

E a escuridão, existe?

 

O professor, intrigado, respondeu: – Existe, claro que existe.

 

O aluno retorquiu: Está de novo errado, professor, a escuridão também não existe.

A escuridão, na realidade, é apenas a ausência de luz.

A luz pode ser estudada, a escuridão, não.

Até existe o prisma de Nichols, para decompor a luz branca nas várias cores de que a mesma é composta, com os seus diferentes comprimentos de onda.

A escuridão, não.

Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina.

Como se pode saber quão escuro está um espaço determinado?

Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?

Escuridão é, pois, apenas uma definição que o Homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz!

 

Finalmente, o jovem perguntou. – Diga-me então agora, professor, ainda pensa que o Mal existe?

 

O professor respondeu, ainda insistindo: – Claro que sim, claro que existe, bem vemos os crimes e a violência em todo o Mundo, tudo isso é o Mal!

 

Retorquiu então o estudante: O Mal não existe, senhor.

Pelo menos, não existe por si mesmo.

O Mal é simplesmente a ausência de Deus, tal como o frio é a ausência de calor e a escuridão a ausência de luz.

O Mal é uma definição que o Homem criou para descrever essa ausência de Deus!

Deus não criou o Mal.

O Mal não é como a Fé, ou como o Amor, que existem, como existem o calor e a luz.

O Mal é o resultado de a Humanidade não ter Deus presente em seus corações.

É dessa ausência que surge o Mal, como o frio surge da ausência de calor e a escuridão da falta de luz.

 

Pela primeira vez, o professor compreendeu que a Razão e a Lógica não são antagónicas da Fé e que aquelas, sabiamente aplicadas, afinal justificam esta.

 

E assim se provou que Deus não criou o Mal e também que a existência do Bem prova a existência de Deus, como o Calor prova haver energia e a Luz prova existir a cor.

 

Colab: Ir.·. Weber Varrasquim

segunda-feira, 23 de março de 2026

Marquês de Tamandaré

 


    Joaquim Marques Lisboa, o eterno Marquês de Tamandaré, patrono da Marinha do Brasil e um

 dos maiores símbolos de honra e lealdade da História nacional.



    Nascido ainda no período joanino, Tamandaré atravessou quase todo o século XIX servindo ao

 Império com fidelidade inabalável. Sob o reinado de Dom Pedro I e, sobretudo, de Dom Pedro II,

 dedicou sua vida à defesa da unidade territorial, da legalidade e da soberania do Brasil.



    Foi protagonista em momentos decisivos, como nas lutas do Prata e na Guerra do Paraguai,

 quando a Marinha Imperial desempenhou papel fundamental para garantir a vitória das forças

 aliadas. Sua coragem no mar, sua disciplina e seu espírito de comando fizeram dele uma

 referência para gerações de marinheiros.


    Tamandaré não foi apenas um militar brilhante; foi um homem de princípios. Monarquista

 convicto, compreendia a Coroa como elemento de estabilidade, honra e continuidade

 institucional. Sua  trajetória confunde-se com o próprio ideal de Brasil Império: ordem, dever, hierarquia e patriotismo.


    Ao falecer, em 20 de março de 1897, já sob a República, deixou como legado uma vida inteira de

 serviços prestados à Pátria. Sua memória permanece viva não apenas nos livros, mas no espírito

 da Marinha e na tradição histórica brasileira.



    Relembrar Tamandaré é reafirmar o valor da lealdade, da coragem e do compromisso com a

 Nação. É  reconhecer que o Brasil foi construído também por homens que fizeram do dever sua

 maior glória.


Honra ao Marquês de Tamandaré. Honra à memória do Império.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Rafael - O segundo Pai de D. Pedro II




 
Rafael - O segundo Pai de D. Pedro II

     Ao deixar o país, o imperador Pedro I selecionou três pessoas (José Bonifácio, “Dadama” Condessa de Belmonte e Rafael) para cuidarem de seu filho e das filhas remanescentes, uma das pessoas escolhidas foi Rafael, um veterano negro da Guerra da Cisplatina.

    Rafael era um empregado do paço de São Cristóvão (não era escravo) em quem Pedro I possuía profunda confiança e lealdade, pedindo que olhasse por seu filho, um olhar mais carinhoso e paternal — pedido que levaria a termo pelo resto de sua vida.

Rafael, o Anjo Negro de Pedro II.

    Rafael, negro veterano da Guerra da Cisplatina, foi encarregado de cuidar de Dom Pedro II, então de tenríssima idade pelo seu pai o Imperador Dom Pedro I, quando este regressou a Portugal em 1831.

    Rafael, foi mandado vir em 1831 do Sul, Pedro I conhecia-o bem. Foi um protetor incansável e extremamente abnegado de Pedro II ainda menino.
    Dormia no mesmo quarto, evitava que o Imperador chorasse ou se assustasse “com medo das almas de outro mundo” e outras fantasias tão próprias da solidão, em que prevaleciam estudo áridos, religião, serões insípidos e jogos de mesa silenciosamente praticados – era a educação principesca!

    Nisso relata-nos Benedito Freitas:

    “Incumbido da guarda e proteção de Dom Pedro II ainda em tenra idade (5 anos), foi de uma dedicação tal que, até determinadas atribuições das Damas, ele as executava com desembaraço e plena eficiência.

    Dava-lhe os banhos habituais tendo todo o cuidado com a temperatura da água, bem morna sem ser quente, mudava-lhe a roupa e cobria na cama, cabeça de fora, a bela criança pedia ao seu Anjo Negro para contar histórias e outras coisas em que era fértil seu leal servidor.

    Certo dia ainda na época que Dona Leopoldina era viva, ficou enternecida ao contemplar Rafael aquecendo a mamadeira do Menino-Imperador.

    Quando Dom Pedro II não sabia a lição, corria para Rafael pedindo-lhe para o esconder, embora fosse condicionado sempre, que seria a “última vez” ….Mais tarde Dom Pedro II ensinou Rafael a ler, escrever, falar francês e inglês.

    Por muito tempo Rafael foi 1º Criado Particular do Imperador e em todas as viagens, mesmo ao estrangeiro, o acompanhou de perto. A única presença não masculina de tanta cumplicidade era a Condessa de Belmonte, chamada sempre carinhosamente de “Dadama”.

    A figura quase lendária de Rafael é amplamente descrita no belo livro de Múcio Teixeira, que foi comensal do Imperador por mais de trinta anos, “O Negro da Quinta Imperial”.

    Rafael contava com 98 anos quando Dom Pedro II foi deposto. O “Anjo Negro” do Imperador ignorava o doloroso episódio da prisão do seu menino.

    Múcio conta a cena da comunicação ao leal macróbio, nas seguintes linhas: “Manhã sombria.
Uma chuva miúda caíra pela madrugada do dia 16 de novembro de 1889.

    As vastas alamedas da Quinta Imperial estavam desertas….Rafael, mal raiara a aurora, abandonou seus aposentos, nos baixos do torreão sul, e, muito tremulo, amparado por um rijo bastão, deu início ao seu passeio habitual.

    Velho e cansado, passara o dia anterior preso ao leito, ignorando que a República havia sido “proclamada” no Brasil. Vagarosamente caminhava, ouvindo o gorjeio dos pássaros e contemplando, com olhar nostálgico, os lagos sonolentos.

    Fitava também os bosques sombrios e admirava a Natureza exuberante. Quantas daquelas árvores gigantescas ele vira nascer, florir e envelhecer!

    Caminhava e meditava, olhando também para o passado, para a sua longínqua mocidade! Quantos sonhos desfeitos!

    “Como é triste envelhecer!” – murmurava o velho pajem imperial.

    Ao chegar ao portão da Coroa, já ofegante, observou com espanto dois soldados que davam “vivas a república”! Sempre meditando, lentamente regressou ao Paço.

    Ao aproximar-se do solitário Palácio Imperial, viu o bibliotecário Raposo muito agitado, com cabelos revoltos, andando de um lado para outro lado…Rafael, muito cansado, curvado e tremulo, sempre amparado pelo seu bastão, dirigiu-se ao bibliotecário do Paço e interrogou-lhe:

    “Seu Raposo, você enlouqueceu?”

    Parando diante do Rafael, o Raposo, como louco, bradou:

    Rafael, tu não sabes que ontem foi proclamada a República e que teu “menino” está preso no Paço da Cidade??”.

    Rafael, atordoado, deixou cair o forte bastão de ouro e jacarandá, no qual a vinte anos se apoiava seu débil corpo; curvado, ergueu-se, cresceu… O seu olhar morto e nostálgico, transfigurou-se, como que iluminado por clarões estranhos.

    Levantou o braço direito para o céu e exclamou com voz comovente e sonora:

    “Que a Maldição de Deus caia sobre a cabeça dos algozes do meu Menino!”

    E em seguida rolou por terra: estava morto.” No mesmo momento em que o navio Alagoas cruzava a baía de Guanabara com seu menino e toda família imperial ...

Ele faleceu aos seus 99 anos em um simples desmaio.

Colab: Weber Varrasquim