AS SETE ARTES E CIÊNCIAS LIBERAIS
_QUADRIVIUM: Aritmética, Geometria, Música, Astronomia
_TRIVIUM: Retórica, Lógica, Gramática
Todo o Maçom aprende sobre a importância das artes e ciências
liberais, nas quais ele é instruído que são sete; nomeadamente, Gramática,
Retórica, Lógica, Aritmética, Geometria, Música e Astronomia.
Infelizmente, poucos maçons hoje assumem esta instrução com
seriedade e não fazem grandes esforços para examinar a natureza dessas artes.
Tal como grande parte da Maçonaria, as artes liberais e as
ciências vêm até nós a partir do período medieval, quando se acreditava que
eram a soma total de todo o conhecimento que valesse a pena para uma educação
completa.
Elas eram conhecidas como “artes liberais” do latim “liber”
significando Livre.
Nesse sentido, elas eram os temas disponíveis para os homens
livres e eram um contraste com as “artes iliberais”, que eram ensinadas por
razões puramente económicas para que um homem pudesse ganhar a vida.
Estas artes eram as artes operativas dos trabalhadores e eram
consideradas atividades educacionais menos desejáveis.
Embora tenhamos adoptado as sete artes e ciências liberais da
era medieval, elas eram conhecidas nas eras Pitagórica e Platónica.
As sete artes liberais e ciências foram divididas em dois
grupos.
Um sobre a linguagem e outro sobre matemática.
O primeiro era o “Trivium” ou caminho de três caminhos e
incluía gramática, retórica e lógica.
Gramática é aquela parte da linguagem que nos permite afinar
o nosso discurso tornando-o polido e remover todas as expressões bárbaras.
A Retórica é a arte que nos permite persuadir e influenciar o
ouvinte.
A última e talvez mais importante arte do Trivium é a Lógica,
que nos permite o dom do raciocínio.
Num sentido puramente maçónico, permite-nos entender os
nossos deveres para com Deus e uns para com os outros.
O segundo era o “Quadrivium” ou caminho de quatro estradas e
incluiu aritmética, geometria, música e astronomia.
A Aritmética é o processo pelo qual somos capazes de calcular
todos os pesos e medidas, mas num sentido especulativo e filosófico pode ser
melhor resumido pela seguinte citação:
...“Para o Maçom, a aplicação desta ciência é que de ele deve
continuamente adicionar ao seu conhecimento, nunca para subtrair nada do
carácter do seu vizinho, e multiplicar a sua benevolência para com os seus
semelhantes e dividir os seus meios com aqueles em necessidade”...
A Geometria é tão fundamentalmente parte da Maçonaria que
quase não requer explicação, basta dizer que é a ciência sobre a qual nossa
própria fraternidade é fundada.
Ela permite-nos criar triângulos retos em ângulo, o símbolo
de nossa retidão e ações quadradas em relação a Deus, uns aos outros e aos
nossos semelhantes.
A Música é um mistério para o Maçom e um mistério quanto à
sua conexão com a matemática, mas, como qualquer pessoa que pratica essa arte,
a conexão é aparente.
O nosso antigo irmão Pitágoras talvez tenha sido o primeiro a
notar a correlação matemática entre música e números.
A Astronomia é aquela arte pela qual podemos traçar a grande
simetria da mão da divindade através dos céus.
Muitos dos nossos símbolos, o sol, a lua, as estrelas são
emprestadas da ciência da astronomia.
Enquanto os nossos antigos irmãos visavam uma mistura de todo
conhecimento, o maçom moderno pode aplicar às sete artes e ciências liberais
uma metáfora especial e apropriada para uma vida de autoaperfeiçoamento e
crescimento mental.
Este objetivo é simbolizado nas nossas lojas pela pedra
polida e pronta para construção e pela agenda maçónica de tornar um homem bom
num homem ainda melhor.
Depois do sistema da Maçonaria Especulativa ter sido estabelecido
no século XVIII, a ênfase na educação não apenas permaneceu, mas foi ampliada,
e foi chamada pelo seu antigo nome.
Um lugar de destaque foi dado às Artes e às Ciências na
formação Esotérica e Exotérica do Segundo Grau.
Os maçons do século XX sentem, por uma espécie de instinto,
que a educação, inevitavelmente e naturalmente, é uma das suas preocupações;
eles assumem o lema “Haja luz” de forma bastante séria.
Este é um facto notável, esta ênfase contínua na educação da
mesma Fraternidade através de oito ou nove séculos de tempo!
A memória desta longa tradição, a sensação de continuar agora
o que tem sido praticado há tanto tempo, está viva na consciência maçónica.
O facto de que a educação pertence essencialmente à natureza
da Maçonaria e sempre existiu, possui uma importância crítica para a história
da Ordem.
A singularidade desta descoberta explica em parte a
singularidade da Maçonaria, então e após.
Stephen Dafoe
M.'.M.'.
(Tradução de António Jorge, M∴ M∴)
En Espanol
LAS SIETE ARTES Y CIENCIAS LIBERALES
_QUADRIVIUM: Aritmética, Geometría, Música, Astronomía
_TRIVIUM: Retórica, Lógica, Gramática
Todo francmasón aprende sobre la importancia de las artes y ciencias liberales, de las cuales se le enseña que son siete: Gramática, Retórica, Lógica, Aritmética, Geometría, Música y Astronomía.
Desafortunadamente, pocos francmasones hoy en día toman en serio esta instrucción y se esfuerzan poco por examinar la naturaleza de estas artes.
Como gran parte de la masonería, las artes y ciencias liberales provienen de la época medieval, cuando se creía que representaban la suma total de todos los conocimientos necesarios para una educación completa.
Se conocían como "artes liberales", del latín "liber", que significa libre.
En este sentido, estas eran las materias disponibles para los hombres libres y contrastaban con las "artes iliberales", que se enseñaban por razones puramente económicas para que una persona pudiera ganarse la vida. Estas artes eran las artes operativas de los trabajadores y se consideraban actividades educativas menos deseables.
Aunque hemos adoptado las siete artes y ciencias liberales de la época medieval, ya eran conocidas en las épocas pitagórica y platónica.
Las siete artes y ciencias liberales se dividían en dos grupos:
Uno sobre el lenguaje y el otro sobre las matemáticas.
El primero era el "Trivium" o camino de tres vías, que incluía la gramática, la retórica y la lógica.
La gramática es la parte del lenguaje que nos permite refinar nuestro discurso, puliéndolo y eliminando toda expresión bárbara.
La retórica es el arte que nos permite persuadir e influir en el oyente.
El último y quizás el más importante arte del Trivium es la lógica, que nos otorga el don del razonamiento.
En un sentido puramente masónico, nos permite comprender nuestros deberes para con Dios y los demás.
El segundo era el "Quadrivium" o camino de cuatro vías, que incluía aritmética, geometría, música y astronomía.
La aritmética es el proceso mediante el cual podemos calcular todos los pesos y medidas, pero en un sentido especulativo y filosófico se resume mejor con la siguiente cita:
...“Para el masón, la aplicación de esta ciencia es que debe aumentar continuamente su conocimiento, nunca restar nada al carácter de su prójimo, y multiplicar su benevolencia hacia sus semejantes y dividir sus recursos con los necesitados”...
La geometría es una parte tan fundamental de la masonería que apenas requiere explicación; basta decir que es la ciencia sobre la que se funda nuestra fraternidad.
Nos permite crear triángulos rectángulos, símbolo de nuestra rectitud y acciones rectas en relación con Dios, con los demás y con nuestros semejantes.
La música es un misterio para el francmasón, y su conexión con las matemáticas lo es para cualquiera que practique este arte; sin embargo, como para cualquiera que lo practique, la conexión es evidente.
Nuestro antiguo hermano Pitágoras pudo haber sido el primero en notar la correlación matemática entre la música y los números.
La astronomía es el arte mediante el cual podemos trazar la gran simetría de la mano de la divinidad a través de los cielos.
Muchos de nuestros símbolos —el sol, la luna, las estrellas— provienen de la ciencia astronómica.
Mientras que nuestros antiguos hermanos buscaban la fusión de todos los conocimientos, el francmasón moderno puede aplicar a las siete artes y ciencias liberales una metáfora especial y apropiada para una vida de superación personal y crecimiento mental.
Este objetivo se simboliza en nuestras logias con la piedra pulida lista para la construcción y con la agenda masónica de hacer de un buen hombre uno aún mejor.
Tras el establecimiento del sistema de la Francmasonería Especulativa en el siglo XVIII, el énfasis en la educación no solo se mantuvo, sino que se expandió y se le dio su antiguo nombre.
Se le dio un lugar destacado a las Artes y las Ciencias en la formación Esotérica y Exotérica del Segundo Grado.
Los masones del siglo XX sienten, casi instintivamente, que la educación es inevitable y natural entre sus preocupaciones; se toman muy en serio el lema "Hágase la luz".
¡Este continuo énfasis en la educación dentro de la misma Fraternidad a lo largo de ocho o nueve siglos es un hecho notable!
El recuerdo de esta larga tradición, el sentimiento de continuar ahora lo que se ha practicado durante tanto tiempo, está vivo en la conciencia masónica.
El hecho de que la educación pertenezca esencialmente a la naturaleza de la Francmasonería y haya existido siempre es de vital importancia para la historia de la Orden.
La singularidad de este descubrimiento explica en parte la singularidad de la Francmasonería, entonces y ahora.
Stephen Dafoe M.'.M.'.
(Traducción de António Jorge, M∴ M∴)
