quinta-feira, 26 de março de 2026

 

DEUS E O MAL

 

Uma das definições de Maçonaria que ouvi é que a Maçonaria é um sistema de moralidade, velado por alegorias e desvendado por símbolos.

 

Não é apenas isso, mas também é isso.

 

O texto que vou seguidamente publicar é uma adaptação minha baseada numa daquelas apresentações de diapositivos que circulam pela Rede, envoltas em música suave e com fundos de paisagens aprazíveis.

 

Mas esta, em particular, é mais do que isso, é uma forma de mostrar que Razão e Fé não são incompatíveis.

 

São alegorias como esta que os maçons utilizam para refletir.

 

A Alegoria vela a moralidade, que é desvendada pelos símbolos. Isto também é Maçonaria.

 

Deus e o Mal

 

Um professor universitário desafiou os seus alunos com esta pergunta:

 

– Deus criou tudo o que existe?

 

Um aluno respondeu, afoitamente:

 

– Sim, Ele tudo criou.

 

– Tem a certeza que Deus criou tudo? – insistiu o professor.

 

– Sim senhor! – respondeu o jovem.

 

O professor, então, concluiu:

 

– Se Deus criou tudo, então Deus criou também o Mal, pois o Mal existe.

E, assumindo que nós nos revelamos em nossas obras, então Deus é mau…

 

O jovem ficou calado em face de tal resposta e o professor gozava mais um triunfo da sua Lógica, que demonstrava mais uma vez que a Fé era um mito.

 

Então, outro estudante levantou a mão e perguntou:

 

– Posso fazer uma pergunta, professor?

 

– Claro que sim! – respondeu este.

 

Então o segundo jovem perguntou:

 

– Professor, existe o frio?

 

– Que pergunta é essa?

Claro que sim!

Ou, por acaso, nunca sentiu frio?

 

O jovem respondeu: – Na realidade, professor, o frio não existe!

Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor.

Todo o corpo ou objeto é susceptível de estudo, quando possui ou transmite energia.

O calor é que faz com que este corpo tenha ou transmita energia.

O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe realmente.

Nós criámos essa definição para descrever o que sentimos quando nos falta o calor.

 

E o jovem prosseguiu: – Mas permita-me ainda uma outra pergunta.

 

E a escuridão, existe?

 

O professor, intrigado, respondeu: – Existe, claro que existe.

 

O aluno retorquiu: Está de novo errado, professor, a escuridão também não existe.

A escuridão, na realidade, é apenas a ausência de luz.

A luz pode ser estudada, a escuridão, não.

Até existe o prisma de Nichols, para decompor a luz branca nas várias cores de que a mesma é composta, com os seus diferentes comprimentos de onda.

A escuridão, não.

Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina.

Como se pode saber quão escuro está um espaço determinado?

Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?

Escuridão é, pois, apenas uma definição que o Homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz!

 

Finalmente, o jovem perguntou. – Diga-me então agora, professor, ainda pensa que o Mal existe?

 

O professor respondeu, ainda insistindo: – Claro que sim, claro que existe, bem vemos os crimes e a violência em todo o Mundo, tudo isso é o Mal!

 

Retorquiu então o estudante: O Mal não existe, senhor.

Pelo menos, não existe por si mesmo.

O Mal é simplesmente a ausência de Deus, tal como o frio é a ausência de calor e a escuridão a ausência de luz.

O Mal é uma definição que o Homem criou para descrever essa ausência de Deus!

Deus não criou o Mal.

O Mal não é como a Fé, ou como o Amor, que existem, como existem o calor e a luz.

O Mal é o resultado de a Humanidade não ter Deus presente em seus corações.

É dessa ausência que surge o Mal, como o frio surge da ausência de calor e a escuridão da falta de luz.

 

Pela primeira vez, o professor compreendeu que a Razão e a Lógica não são antagónicas da Fé e que aquelas, sabiamente aplicadas, afinal justificam esta.

 

E assim se provou que Deus não criou o Mal e também que a existência do Bem prova a existência de Deus, como o Calor prova haver energia e a Luz prova existir a cor.

 

Colab: Ir.·. Weber Varrasquim

segunda-feira, 23 de março de 2026

Marquês de Tamandaré

 


    Joaquim Marques Lisboa, o eterno Marquês de Tamandaré, patrono da Marinha do Brasil e um

 dos maiores símbolos de honra e lealdade da História nacional.



    Nascido ainda no período joanino, Tamandaré atravessou quase todo o século XIX servindo ao

 Império com fidelidade inabalável. Sob o reinado de Dom Pedro I e, sobretudo, de Dom Pedro II,

 dedicou sua vida à defesa da unidade territorial, da legalidade e da soberania do Brasil.



    Foi protagonista em momentos decisivos, como nas lutas do Prata e na Guerra do Paraguai,

 quando a Marinha Imperial desempenhou papel fundamental para garantir a vitória das forças

 aliadas. Sua coragem no mar, sua disciplina e seu espírito de comando fizeram dele uma

 referência para gerações de marinheiros.


    Tamandaré não foi apenas um militar brilhante; foi um homem de princípios. Monarquista

 convicto, compreendia a Coroa como elemento de estabilidade, honra e continuidade

 institucional. Sua  trajetória confunde-se com o próprio ideal de Brasil Império: ordem, dever, hierarquia e patriotismo.


    Ao falecer, em 20 de março de 1897, já sob a República, deixou como legado uma vida inteira de

 serviços prestados à Pátria. Sua memória permanece viva não apenas nos livros, mas no espírito

 da Marinha e na tradição histórica brasileira.



    Relembrar Tamandaré é reafirmar o valor da lealdade, da coragem e do compromisso com a

 Nação. É  reconhecer que o Brasil foi construído também por homens que fizeram do dever sua

 maior glória.


Honra ao Marquês de Tamandaré. Honra à memória do Império.